Wednesday, 16 July 2008
Friday, 27 June 2008
Teste Terça-Feira 08h00 e mudança de salas
Wednesday, 25 June 2008
Racismo em Huckleberry Finn de Mark Twain (post de Diogo Matos)
A obra de Mark Twain é considerada por muitos como o melhor artefacto literário americano de sempre. As estatísticas dizem que apenas Shakespeare é usado mais frequentemente nas salas de aula.
Repleto de sátira, aventura juvenil (podemos dizer que é uma obra de formação ou "coming of age") podemos encontrar no coração de Huckleberry Finn uma história sobre a relação entre um escravo e um rapaz. Apesar desta relação que aparenta passar uma mensagem anti-racista, o livro foi criticado por afro-americanos, o que até pode ser compreensível, pois a imagem que obtemos de Jim, o escravo, é algo básica devido a ser descrito como alguém algo básico, do ponto de vista intelectual. No entanto, quem nos dá esta descrição é um rapaz que foi criado por indivíduos extremamente racistas, e há que ter isso em conta. Para além disso, todos os escravos no Sul dos Estados Unidos estavam proibidos de obter educação. Há, portanto, que admitir que o retrato de Jim por Twain é realista.
Temos o exemplo do pai de Huck que se considera superior a um professor negro simplesmente pela sua cor de pele, uma cena que surge aquando da possibilidade de ser atribuído a este negro direito de votar.
Numa altura em que existia um grande ódio contra os negros por parte da América branca, Mark Twain criou uma história sobre a busca da liberdade. Não reconhecer isto e considerar que é uma obra racista demonstra na minha opinião uma mente fechada e intransigência.
Monday, 23 June 2008
Dickinson, "Hope is a Thing With Feathers" (post de Rita Dias)
That perches in the soul,
And sings the tune--without the words,
And never stops at all,
And sweetest in the Gale is heard;
And sore must be the Storm
That could abash the little Bird
That kept so many warm.
I've heard it in the chillest land,
And on the strangest Sea;
Yet, never, in Extremity,
It asked a crumb of Me.
Em primeiro lugar, a esperança é “a coisa” uma vez que se trata de um sentimento; a coisa/sentimento (esperança) assemelha-se a um passáro que que se empoleira na nossa alma e canta, sem nunca parar… É um sentimento que não se esgota, vive sempre connosco.
Em segundo lugar (tendo em conta que a metáfora do pássaro é usada para definir a esperança e, logo, tudo o que é dito em relação ao pássaro aplica-se
à esperança), a poetisa dá-nos a ideia de que o canto da ave é mais doce quando nos encontramos perdidos, no meio da tempestade. Será que se o pássaro for abalado a esperança individual também é?
Em terceiro lugar, entendemos que o pássaro/esperança nos “protege” nos momentos mais difíceis, quando nos achamos perdidos e que nada pede em troca, nem uma migalha.
Na minha opinião, esta é uma possível interpretação do poema de Emily Dickinson, tendo em conta a sua personalidade solitária – estes parecem ser pensamentos de quem muitas vezes se sentiu só, estando, contudo, acompanhada pela esperança.
Emily Dickinson (1830-1886) (post de Rita Dias)

Emily Dickinson, nome forte da poesia Americana, nasceu no seio de uma família abastada, tendo a casa onde nasceu o nome de “The Homestead”. Era segunda filha de Edward e Emily Norcross Dickinson, e o seu avô exercia advocacia. Foi desde cedo habituada a uma educação escolar prestigiada, chegando a cursar, durante um ano, o South Hadley Female Seminary.
Emily foi apelidada de “Grande Reclusa” uma vez que a sua personalidade era vincadamente solitária (nunca casou, à semelhança da sua irmã, Lavinia). Este comportamento solitário identifica-se, no entanto, com o modelo de conduta feminina que era apregoado no Massachusetts de Oitocentos.
Nos seus cinquenta e seis anos de vida, fez apenas três viagens para fora da sua cidade natal, sendo que numa delas foi onde conheceu dois homens que marcaram e serviram de inspiração para a sua obra poética: Charles Wadsworth e Thomas Wentworth Higginson. Foi em Filadélfia que Emily conheceu Wadsworth, um clérigo de quarenta e um anos, ao qual alguns críticos crêem ser endereçados os poemas de amor que escreveu.
Pouco ou nada se sabe claramente sobre a vida da poetisa, sendo a pouca informação existente proveniente das cartas trocadas com nomes como Susan Dickinson, que era sua cunhada e vizinha, colegas de escola, familiares e alguns intelectuais como Samuel Bowles, o Dr. e a Mrs. J. G. Holland, T. W. Higginson e Helen Hunt Jackson.
Estima-se que a sua obra poética chegue aos 1800 poemas e cerca de 1000 cartas, sendo que de 1860 a 1870 foi o período mais intenso de escrita da poetisa.
Emily morre em 1886, Amherst, Massachusetts, sua terra-natal.
Saturday, 21 June 2008
Emily Dickinson, "I know that He exists"
Como o tempo urge, não abordaremos em aula o poema de Emily Dickinson "I Know that He exists". No entanto, e também para treino do que pode ser uma análise de texto, seria desejável ler esta crítica académica saída no Explicator. Também poderão ler, em português, este pequeno texto, que inclui tradução de um poema de Dickinson.
Wednesday, 18 June 2008
Introdução a "Song of Myself" (post de Alexandra Serafim)

“ Song of Myself ”
“Song of Myself “ foi o primeiro de doze poemas, sem título, que constítuiam a primeira edição de Leaves of Grass em 1855. Em 1856, a obra de Walt Whitman, Leaves of Grass , foi re-editada com algumas alterações, passando o poema em questão a intítular-se de “ Poem of Walt Whitman, an American “. Nas edições de 1860, 1867 e 1871 tinha como titulo “ Walt Whitman “ e só na sua última edição, em 1881, adoptou o título pelo qual o conhecemos hoje em dia, “Song of Myself “.
Constituído por 52 secções, “ Song of Myself “ foi um poema revolucionário para a sua época. Pela sua forma, linguagem e temas verificam-se vários tipos de influências. Assim, existe quem refira que é um poema Keatsiano ou, por outro lado, identificam-o como sendo um par de Emerson. Certo é, que ambas as crenças estão certas, visto encontrar-mos ao longo do poema vestígios destes dois grandes artistas. O Transcendentalismo, o Romantismo e, até, uma espécie de Realismo (pois o Realismo só surge mais tarde na literatura do Pós- Guerra Civil Americana) , estão também presentes em “ Song of Myself “.
Em relação aos temas abordados, encontramos referida a Natureza ao longo do poema e, encontramos a alusão ao Erotismo enquanto contacto sexual entre duas pessoas que permite que estas se tornem numa só, ainda que não o sejam na realidade, passando assim para o Homoerotismo.
Contudo, o poema constrói-se todo em volta de outro tema importante: o ” Eu ”. “Walt Whitman, porém, não deve ser confundido com o “ I “ do poema, o sujeito poético, visto o autor não se ver como uma voz individual, mas, sim, querer falar por todos. O que se verifica desde o início do poema, como por exemplo em:
“For every atom belonging to me as good belongs to you “(secção 1)
ou
“In all people I see myself, none more and not one a barleycorn less,
And the good or bad I say of myself I say of them. “(secção 20)
entre outros excertos que aqui poderiam ser referidos.
Páginas de Interesse
- 19th Century American Literary Figures & Literary Texts Online
- Adventures of Huckleberry Finn in Gutenberg
- American Memory: Library of Congress
- American Transcendentalism Web
- Edgar Allan Poe Baltimore Society
- Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
- Mark Twain House and Museum
- Schomburg Center for Research in Black Culture
- Searchable Sea Literature
- The Nineteenth Century in Print
- University of Virginia's American Literary Texts Online
- Voices of the Shuttle: American Literature